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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ter 18 anos não é bem o que pensava ;p



Não me imagino a viver em Portugal. Sou uma rapariga com demasiados sonhos embora poucas tenham sido as conquistas. Tenho 18 anos e não faço nada da vida se não ficar em casa, ir correr ou ir 3 vezes por semana à escola só para ter matemática A. Já tentei arranjar trabalhar, no entanto, sem sucesso. Ontem numa conversa com a minha mãe disse-lhe que a vida é injusta. Olho ao meu redor e vejo uma sorte tremenda nas pessoas que muitas delas não merecem - também quem sou eu para dizer isso, néh? Eu, por exemplo, aqui há dias ocultei uma verdade sobre ter ido procurar trabalho a uma amiga (quando na verdade não fui) e que aconteceu? Minutos depois, estava eu muito calma a amarrar a mota na garagem quando ela me cai das mãos e estraga as mudanças. Horas antes de isto acontecer tinha eu ido ao mecânico arranjar as mudanças e o volante devido a um acidente que tive. É por estas e por outras que me sinto "traída" por aquilo que se chama de destino. Para não falar que ontem eu e a minha mãe acabámos por falar mais alto uma com a outra. Para ela não entrei na faculdade "porque não quiseste, estavas obcecada com o futebol, na 2ª fase já nem estudaste para quem queria tanto entrar, não vi uma pessoa esforçada, nada". Eu acho que nem os nossos próprios pais sabem o que vai dentro de nós. Estava agorinha mesmo a ver um programa que acompanho diariamente e até chorei. A verdade é que posso ter imensos "sonhos", tentar planear um futuro inteiro para a minha pessoa, mas eu sei que isso só vai acontecer no dia em que me sentir completa. Sempre fui apologista de que "as coisas vem com o tempo", "o tempo cura tudo", mas não. Somos nós...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

revoltei-me neste post por provavelmente, estar farta de determinadas atitudes.



Acho que uma das grandes razões para, principalmente, os meus pais verem em mim uma mau exemplo é porque não demonstro preocupação por nada. A verdade é que não costumo ser muito transparente. Tudo o que sinto, só o meu interior o sabe enquanto o meu exterior demonstra completamente o oposto. Como em dias de bola onde passei a maior parte do dia mega deprimida e chega a esse momento onde salto, rio, canto (se for preciso para a ocasião), jogo futebol contente e estes sentimentos/emoções apenas desaparecem se eu achar que algo está mal. Contudo, ultimamente deu-me na cabeça andar a dar a minha opinião sobre as coisas, principalmente na bola, mas sabem o que existe de mal nisto? É que não sou completamente sincera. Digo sempre que sim a tudo, concordo sempre e assino por baixo do que as outras todas dizem. Sinto-me insignificante na minha opinião porque a equipa pode parecer unida, mas aqui entre nós, podem ser muitas amigas fora do campo, mas dentro de campo parece uma batalha pelos lugares. O facto de a minha personalidade não condizer com as delas e ter 18 anos, ser mais velha que algumas, ter mais maturidade está a fazer cada vez mais com que perca facilmente a cabeça e depois a minha boca abre-se para a capitã que tem a mesma idade que eu. Não é que confie a 100% nela porque da minha vida só sabe que ando à procura de trabalho e que os meus pais tão chateados porque fiquei no 12º onde ela afirma "tu é que foste burra, escolheste assim em vez de estudares" e quando ela o diz eu só olho para ela e um monte de pensamentos invadem a minha cabeça. Tudo isto para dizer que sempre guardei imenso para mim o que sentia, pensava, via, vivia, por aí fora e isso está a agravar a minha personalidade no sentido de que opino quando penso que algo está errado e aos olhos das outras pessoas eu não ter razão. Sinto-me mal por isso, porque sei que não sou assim, que não gosto de opinar. A opinião sobre algo está melhor enterrada no nosso pensamento e os outros que se amanhem na confusão deles ou que discutam as várias opiniões sobre as diversas situações. Se não souberem o que pensamos não tem argumentos contra nós e assim, não temos chatices nem problemas com ninguém. Agora sinto, mais no caso de futebol já que me virei para este lado sobre o assunto, que as pessoas olham para mim, falam e esperam a minha opinião. Eu dou e aliás, muitas das vezes sou eu quem procura a capitã por ser a única pessoa sensata na equipa enquanto que o resto tá sempre a falar e a opinar. Sabem que mais? Miúdas novas e de 14 anos, eu tenho imensa paciência e por essa mesma razão ainda não explodi e certamente, nunca o farei porque desde há um ano para cá que opino com mais frequência do que devia, mas ainda não perdi o meu controlo face às situações, por isso, não pensem que sabem mais que eu e ouçam os meus conselhos, só quero o vosso melhor se não quisesse, não perdia horas ou minutos de treino depositados em vocês só para vos ajudar a evoluir. A única coisa que pretendo com esta última coisa que afirmei é que, tem lá duas miúdas novas que pensam que mandam naquilo e o resultado reflectiu-se no treino de ontem. No entanto, a miúda de 12 anos (a mais recente aquisição) esforçou-se até não poder mais e no fim fui rapazriga para chegar ao pé dela e dizer "bom esforço!" ao que ela retribui com um sorriso e "obrigada.". O mister passou-se literalmente. Ai eu opinei com razão e venha quem vier disse à nossa adjunta que é como se fosse treinadora "eu sei que ela não tem resistência" e ela "não se trata de resistência C." e eu "pronto, mas não se esforça. Ao mínimo obstáculo desiste logo. Corremos 5 minutos e não, decide que pode caminhá-los" e ela "é a falta de sacrífico e está sempre desatenta" e eu "tipo, eu sei que enquanto aquecemos, falamos, ri-mos e brincamos, mas nos exercícios não podemos estar com isso porque este mister não é para brincadeiras, mas elas ainda não perceberam isto". Em suma, dou a minha opinião, mas nunca é de todo sincera porque se digo o que realmente penso, havia festa - e não estou a ser irónica, acreditem, mas como penso imenso costumo ter certezas daquilo que digo, mas ao mesmo tempo não quero confusões daí não dizer tudo, tudo o que penso, digo apenas parte, por isso, dizer que não sou sincera de todo porque falta sempre uma outra parte mais séria sobre o que penso. Assim, defendo que a nossa opinião só deve pertencer a nós e eu tenho de voltar a fazer isso aliás, eu tenho paciência, por isso, o que elas pensam quando discutem quero lá bem saber, eu me afasto. Até mesmo quando falam que faço algo de mal fico chateada por dentro, no entanto, ninguém mo vê a demonstrar pois não? Não começo a discutir e a dizer que não concordo como todas fazem nos treinos. Eu apenas digo "aceito, são criticas construtivas" e mesmo que não aceitasse, paciência. Não estou cá para escândalos e criancices dentro da equipa. O pessoal tem de crescer e ganhar maturidade (e não falo só das miúdas novas, também das que tem a minha idade ou estão na casa dos 17). Enfim, tenho de voltar a ser uma pessoa fechada. Eu sei que também pareço muito criança devido às brincadeiras que faço e muitas delas me chamam "croma" ou algo parecido, mas sei lá, eu faço as coisas e tento não atrapalhar ninguém, eu não procuro um lugar dentro do campo, eu disponibilizo-me a ajudar quem precisa, eu dou o melhor de mim única e exclusivamente pelos os outros, eu deixo de me sentir feliz para fazer os outros felizes (em vários aspetos), eu sou sempre a miúda que como não expressa a sua opinião toda é gozada por só expressar metade, se atrapalhar nessa metade e as coisas ficam mal ditas e depois fico remorçada por dentro por não ficar com a boca calada. Tenho de aprender a defender-me e ganhar um pouco de amor próprio porque sem dúvida, isso afeta imenso a minha vida.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Acreditem, quando não gosto, não há volta a dar.




Quanto gosto, gosto. Para mim nunca houve - que eu me lembre - gostar mais ou menos de uma pessoa. Tenho plena consciência de quando gosto ou não, isto é,  dos meus sentimentos.  Consigo amar tão intensamente alguém quer em termos de amizade onde nutro um carinho muito especial por essa pessoa, quer em termos de amor coisa que nunca me aconteceu até agora. Contudo, já tive uma relação que tinha tudo para dar certo, mas infelizmente o tempo quis certeficar-se muito rapidamente que eu tinha razão em relação aos meus sentimentos e que às vezes não basta dar uma oportunidade à outra pessoa, é necessário sentir mais, mais, muito mais que um vago sentimento que tenta despertar em nós.  Tudo isto para dizer que graças a este rapaz cuja relação me fez sofrer imenso, aprendi a lição a duplicar, ou seja, se sei quando gosto realmente ou nao porquê apressar as coisas? Eu sou muito assim, ou gosto ou não gosto embora ele tenha sido o erro, a excepção desta minha pequena parte de personalidade que espero que não se volte a repetir.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Irmã | É triste mas é verdade.


Quando tinha 8/9 anos, andava no 3° ano de escolaridade. Era uma miúda muito rebelde , brincalhona e não me portava lá muito bem nas aulas porque só queria brincadeira. Contudo, foi nessa altura que a minha mãe engravidou. Fiquei tão contente que o meu aproveitamento a nível escolar melhorou imenso a partir dessa altura. Sempre quis um irmão e rezava todos os dias para que quando soubessemos o sexo do bebé o doutor dissesse as belas palavras que eu tanto queria ouvir, no entanto, isso não se verificou e hoje tenho uma irmã com 10 anos.
Afirmar que nos damos mal é pouco. Andamos sempre à guerra e todas as discussões aqui em casa são por culpa nossa. Não foi por querer um irmão que mudou a minha admiração pela minha irmã aliás,  ultrapassei logo essa fase porque ia ter uma irmã e era tudo o queria, mas nao vejo um futuro risonho para nós.  Muito pelo contrário,  já disse imensas vezes que cada uma vai seguir a sua vida e que não vamos ser irmãs muito chegadas. As nossas personalidades são muito, mas quando digo muito, é mesmo muito diferentes. Já me lamentei mais por não ser aquela rapariga que tem uma irmã de quem se possa orgulhar e dizer que se dão bastatnte bem, que somos muito amigas, que brincamos imenso, que nos ajudamos mutuamente, não. Tenho mesmo muita pena de a minha irmã ter bons resultados a nível escolar até,  mas como disse, posso me orgulhar, mas não demonstro e pode não durar muito tempo. É cruel este meu post e para vocês que o estão a ler, não me julguem a sério,  mas esta é uma das realidades da minha vida que adorava poder dizer "estou errada", mas temo que não...
Isto que escrevi os meus pais sabem e tem consciência disso. Eu dou o melhor de mim e tento ser a irmã que ela deseja.

sábado, 6 de setembro de 2014

Filme | If I Stay



A minha irmã andava desesperada para ir ao cinema só porque eu fui sair com os meus amigos esta semana ver o filme "armados em polícias" - que é mega cómico -, ela achou que também podia pedir à mãe e fazer o mesmo. Como sobrou dinheiro dos 10 euros que a minha mãe me deu, pude ir com elas e ver outro filme - há que ser poupada embora foi um privilegio enorme ir duas vezes ao cinema na mesma semana visto que não é nada frequente isto acontecer, mas pronto.
Em relação ao filme, na minha opinião não é cativante de todo, mas foi como disse há minha mãe que não gostou da maneira como o filme acabou e achou que aquilo não tinha sentido nenhum:

Eu: "Não cativa, mas gostei na mesma. Acho que o filme é feito para se identificar com determinadas personalidades."

Não sei se o que lhe disse é verdade, no entanto, foi o que senti. Inicialmente, senti-me perdida, mas à medida que as cenas vão avançando percebesse perfeitamente. O filme é tudo aquilo que um dia pretendo na minha vida embora ela já esteja mais do que "construída". A história de amor que ela tem com o Adam é o típico romance que eu gosto. A união que ela tem com a família é examatamente, como gosto. A determinação, a escola, a miúda "fechada", "misteriosa" e apaixonada pelo violoncelo, adorei porque novamente, me identifiquei. Devo dizer que me deu uma lição este filme, mais que o "Culpa é das Estrelas". Na verdade, desde que sai do cinema que uma frase que a Mia narrou, não me sai da cabeça. "It isn't weird when life is one thing and then becomes another? Like, here I am (...)". Em determinadas partes do filme deparava comigo a pensar na minha vida e associar tudo, não sei explicar. Enfim, é um ótimo filme e aconselho. Já quero ver outra vez, mas terei de esperar que sai no warez.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A minha honestidade e sinceridade elevam sempre as minhas espetactivas :p



Desde que saiu o exame da 2° fase a matemática A, tudo perdeu o seu sentido. Se antes já não atribuia sentido à vida vivendo um dia de cada vez sem espetativas nenhumas embora com alguns "sonhos" que acabavam por perder todo o interesse no minuto a seguir devido à verdadeira realidade...perdi-me completamente. Ao longo do secundário considerei a faculdade como a minha salvação,  isto é, uma maneira de mostrar a mim daquilo que era capaz, mas também essa "ideia" perdeu o seu valor porque não me superei durante o secundário. Todos os objetivos, traços pequenos, coisas mínimas,  mas importantes que deliniei para satisfação do meu ser e também para orgulhar os meus pais que tanto se esforçam para me dar o melhor, nunca foram alcançados.
Estamos a semanas de voltar à rotina escolar - vou ver navios durante um ano, mas pronto. Os meus pais perderam todo o orgulho, o interesse, o sentido e a razão pela qual vale mesmo a pena lutar por mim. Não os censuro, nunca os orgulhei porque nunca me importei realmente. Com realmente quero dizer 200 ou 300 %. Sempre duvidei de tudo em mim. Nas capacidades, na personalidade, na confiança a depositar em alguem, sempre me achei inferior. A minha mãe tem razão "não faço nada por prazer". Eu tenho resposta a isso "nada faz sentido e eu não sei e embora desconfie que saiba, continua a não fazer".
Os meus pais disseram que é bom eu arranjar emprego e resolver a minha vida porque não pretendem sustentar-me por muito mais tempo os meus vícios que são o futebol e de momento (o ginásio) e ah! A gasolina para a mota. E eu não tenho medo nenhum em trabalhar aliás,  quero tanto isso para poder ajudá-los e a nível financeiro, da minha parte, estar satisfeita porque não tenho de estar sempre a pedir-lhes nada e tenho o meu dinheirinho na conta bancária. Junto e compro um carro. Não tem de ser eles a pagar como fizeram com a mota.
Eu quero mesmo um emprego, num supermercado ou assim, tanto faz. Não gosto de desiludir ninguém e, por isso, tenho a certeza de que aprenderia rápido. Quando se trata de satisfazer pessoas, clientes, etc, eu aprendo rápido para não ser a causa de desastre nenhum. Contudo, tenho imenso medo do primeiro passo. Tenho medo de enfrentar o mundo, sempre tive daí ainda não procurar nada porque tenho medo de chegar ao supermercado e dizer: "será que é possível dar-me uma ficha de inscrição para preencher uma vez que ando à procura de trabalho, por favor?". Tenho medo do que vão pensar de mim. Tenho medo das pessoas e esse é o meu problema. Tou tão feita se não arranjo trabalho este mês,  já,  já!