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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Quando se cria um blog, a reflexão é uma base certa (:



Os meus pais sempre afirmaram "tu não és deste mundo" e na verdade, nunca liguei. Desde pequena que a independência se tornou numa necessidade prioritária ao meu bem-estar. Sempre fui muito rebelde, ou seja, quando tocava para a hora do recreio eu saia pela janela e quando tocava para entrar, eu repetia o mesmo. Havia dias em que subia às árvores e as contínuas nem com um escadote me tiravam de lá, no entanto, podia ser cheia de energia e alegria por dentro, mas os meus pais sempre disseram "tu não davas um único sorriso ou abraço, tu não eras de afetos". Hoje eles "repreendem-me" pelo mesmo. Ontem, peguei no carro e a muito sacrifício fui à catequese apenas por querer fazer o crisma. No meio de tudo, foi preparado um vídeo para mostrar aos do meu ano a união. Enquanto via as fotos deles só pensava:

"Realmente C., o ano passado estiveste com este grupo e mesmo assim não estás em nenhuma foto. É impressionante como te fechaste para o mundo, como tentas despertar uma emoção/sentimento em ti e mal consegues. É como se fosses à prova de bala. Para ti a vida é sossego, paz, calma, sem chatices...mas no fundo sabes que não era isto que pretendias para a tua vida...tens medo. Começas-te por fingir que nada te atingia, que não sentias até que deixaste mesmo de sentir. Como é possível? Tu teres consciência das coisas e mesmo assim continuas a fugir à realidade?!"

Em 5 minutos de vídeo deu para pensar muito mais. Depois decidi não ir à missa, entrei para o carro e no caminho até casa surgiu uma música que me fez voltar a refletir:

"Que é preciso para esse coração despertar?"


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

revoltei-me neste post por provavelmente, estar farta de determinadas atitudes.



Acho que uma das grandes razões para, principalmente, os meus pais verem em mim uma mau exemplo é porque não demonstro preocupação por nada. A verdade é que não costumo ser muito transparente. Tudo o que sinto, só o meu interior o sabe enquanto o meu exterior demonstra completamente o oposto. Como em dias de bola onde passei a maior parte do dia mega deprimida e chega a esse momento onde salto, rio, canto (se for preciso para a ocasião), jogo futebol contente e estes sentimentos/emoções apenas desaparecem se eu achar que algo está mal. Contudo, ultimamente deu-me na cabeça andar a dar a minha opinião sobre as coisas, principalmente na bola, mas sabem o que existe de mal nisto? É que não sou completamente sincera. Digo sempre que sim a tudo, concordo sempre e assino por baixo do que as outras todas dizem. Sinto-me insignificante na minha opinião porque a equipa pode parecer unida, mas aqui entre nós, podem ser muitas amigas fora do campo, mas dentro de campo parece uma batalha pelos lugares. O facto de a minha personalidade não condizer com as delas e ter 18 anos, ser mais velha que algumas, ter mais maturidade está a fazer cada vez mais com que perca facilmente a cabeça e depois a minha boca abre-se para a capitã que tem a mesma idade que eu. Não é que confie a 100% nela porque da minha vida só sabe que ando à procura de trabalho e que os meus pais tão chateados porque fiquei no 12º onde ela afirma "tu é que foste burra, escolheste assim em vez de estudares" e quando ela o diz eu só olho para ela e um monte de pensamentos invadem a minha cabeça. Tudo isto para dizer que sempre guardei imenso para mim o que sentia, pensava, via, vivia, por aí fora e isso está a agravar a minha personalidade no sentido de que opino quando penso que algo está errado e aos olhos das outras pessoas eu não ter razão. Sinto-me mal por isso, porque sei que não sou assim, que não gosto de opinar. A opinião sobre algo está melhor enterrada no nosso pensamento e os outros que se amanhem na confusão deles ou que discutam as várias opiniões sobre as diversas situações. Se não souberem o que pensamos não tem argumentos contra nós e assim, não temos chatices nem problemas com ninguém. Agora sinto, mais no caso de futebol já que me virei para este lado sobre o assunto, que as pessoas olham para mim, falam e esperam a minha opinião. Eu dou e aliás, muitas das vezes sou eu quem procura a capitã por ser a única pessoa sensata na equipa enquanto que o resto tá sempre a falar e a opinar. Sabem que mais? Miúdas novas e de 14 anos, eu tenho imensa paciência e por essa mesma razão ainda não explodi e certamente, nunca o farei porque desde há um ano para cá que opino com mais frequência do que devia, mas ainda não perdi o meu controlo face às situações, por isso, não pensem que sabem mais que eu e ouçam os meus conselhos, só quero o vosso melhor se não quisesse, não perdia horas ou minutos de treino depositados em vocês só para vos ajudar a evoluir. A única coisa que pretendo com esta última coisa que afirmei é que, tem lá duas miúdas novas que pensam que mandam naquilo e o resultado reflectiu-se no treino de ontem. No entanto, a miúda de 12 anos (a mais recente aquisição) esforçou-se até não poder mais e no fim fui rapazriga para chegar ao pé dela e dizer "bom esforço!" ao que ela retribui com um sorriso e "obrigada.". O mister passou-se literalmente. Ai eu opinei com razão e venha quem vier disse à nossa adjunta que é como se fosse treinadora "eu sei que ela não tem resistência" e ela "não se trata de resistência C." e eu "pronto, mas não se esforça. Ao mínimo obstáculo desiste logo. Corremos 5 minutos e não, decide que pode caminhá-los" e ela "é a falta de sacrífico e está sempre desatenta" e eu "tipo, eu sei que enquanto aquecemos, falamos, ri-mos e brincamos, mas nos exercícios não podemos estar com isso porque este mister não é para brincadeiras, mas elas ainda não perceberam isto". Em suma, dou a minha opinião, mas nunca é de todo sincera porque se digo o que realmente penso, havia festa - e não estou a ser irónica, acreditem, mas como penso imenso costumo ter certezas daquilo que digo, mas ao mesmo tempo não quero confusões daí não dizer tudo, tudo o que penso, digo apenas parte, por isso, dizer que não sou sincera de todo porque falta sempre uma outra parte mais séria sobre o que penso. Assim, defendo que a nossa opinião só deve pertencer a nós e eu tenho de voltar a fazer isso aliás, eu tenho paciência, por isso, o que elas pensam quando discutem quero lá bem saber, eu me afasto. Até mesmo quando falam que faço algo de mal fico chateada por dentro, no entanto, ninguém mo vê a demonstrar pois não? Não começo a discutir e a dizer que não concordo como todas fazem nos treinos. Eu apenas digo "aceito, são criticas construtivas" e mesmo que não aceitasse, paciência. Não estou cá para escândalos e criancices dentro da equipa. O pessoal tem de crescer e ganhar maturidade (e não falo só das miúdas novas, também das que tem a minha idade ou estão na casa dos 17). Enfim, tenho de voltar a ser uma pessoa fechada. Eu sei que também pareço muito criança devido às brincadeiras que faço e muitas delas me chamam "croma" ou algo parecido, mas sei lá, eu faço as coisas e tento não atrapalhar ninguém, eu não procuro um lugar dentro do campo, eu disponibilizo-me a ajudar quem precisa, eu dou o melhor de mim única e exclusivamente pelos os outros, eu deixo de me sentir feliz para fazer os outros felizes (em vários aspetos), eu sou sempre a miúda que como não expressa a sua opinião toda é gozada por só expressar metade, se atrapalhar nessa metade e as coisas ficam mal ditas e depois fico remorçada por dentro por não ficar com a boca calada. Tenho de aprender a defender-me e ganhar um pouco de amor próprio porque sem dúvida, isso afeta imenso a minha vida.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Acreditem, quando não gosto, não há volta a dar.




Quanto gosto, gosto. Para mim nunca houve - que eu me lembre - gostar mais ou menos de uma pessoa. Tenho plena consciência de quando gosto ou não, isto é,  dos meus sentimentos.  Consigo amar tão intensamente alguém quer em termos de amizade onde nutro um carinho muito especial por essa pessoa, quer em termos de amor coisa que nunca me aconteceu até agora. Contudo, já tive uma relação que tinha tudo para dar certo, mas infelizmente o tempo quis certeficar-se muito rapidamente que eu tinha razão em relação aos meus sentimentos e que às vezes não basta dar uma oportunidade à outra pessoa, é necessário sentir mais, mais, muito mais que um vago sentimento que tenta despertar em nós.  Tudo isto para dizer que graças a este rapaz cuja relação me fez sofrer imenso, aprendi a lição a duplicar, ou seja, se sei quando gosto realmente ou nao porquê apressar as coisas? Eu sou muito assim, ou gosto ou não gosto embora ele tenha sido o erro, a excepção desta minha pequena parte de personalidade que espero que não se volte a repetir.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A minha honestidade e sinceridade elevam sempre as minhas espetactivas :p



Desde que saiu o exame da 2° fase a matemática A, tudo perdeu o seu sentido. Se antes já não atribuia sentido à vida vivendo um dia de cada vez sem espetativas nenhumas embora com alguns "sonhos" que acabavam por perder todo o interesse no minuto a seguir devido à verdadeira realidade...perdi-me completamente. Ao longo do secundário considerei a faculdade como a minha salvação,  isto é, uma maneira de mostrar a mim daquilo que era capaz, mas também essa "ideia" perdeu o seu valor porque não me superei durante o secundário. Todos os objetivos, traços pequenos, coisas mínimas,  mas importantes que deliniei para satisfação do meu ser e também para orgulhar os meus pais que tanto se esforçam para me dar o melhor, nunca foram alcançados.
Estamos a semanas de voltar à rotina escolar - vou ver navios durante um ano, mas pronto. Os meus pais perderam todo o orgulho, o interesse, o sentido e a razão pela qual vale mesmo a pena lutar por mim. Não os censuro, nunca os orgulhei porque nunca me importei realmente. Com realmente quero dizer 200 ou 300 %. Sempre duvidei de tudo em mim. Nas capacidades, na personalidade, na confiança a depositar em alguem, sempre me achei inferior. A minha mãe tem razão "não faço nada por prazer". Eu tenho resposta a isso "nada faz sentido e eu não sei e embora desconfie que saiba, continua a não fazer".
Os meus pais disseram que é bom eu arranjar emprego e resolver a minha vida porque não pretendem sustentar-me por muito mais tempo os meus vícios que são o futebol e de momento (o ginásio) e ah! A gasolina para a mota. E eu não tenho medo nenhum em trabalhar aliás,  quero tanto isso para poder ajudá-los e a nível financeiro, da minha parte, estar satisfeita porque não tenho de estar sempre a pedir-lhes nada e tenho o meu dinheirinho na conta bancária. Junto e compro um carro. Não tem de ser eles a pagar como fizeram com a mota.
Eu quero mesmo um emprego, num supermercado ou assim, tanto faz. Não gosto de desiludir ninguém e, por isso, tenho a certeza de que aprenderia rápido. Quando se trata de satisfazer pessoas, clientes, etc, eu aprendo rápido para não ser a causa de desastre nenhum. Contudo, tenho imenso medo do primeiro passo. Tenho medo de enfrentar o mundo, sempre tive daí ainda não procurar nada porque tenho medo de chegar ao supermercado e dizer: "será que é possível dar-me uma ficha de inscrição para preencher uma vez que ando à procura de trabalho, por favor?". Tenho medo do que vão pensar de mim. Tenho medo das pessoas e esse é o meu problema. Tou tão feita se não arranjo trabalho este mês,  já,  já!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A Culpa é das Estrelas | The Oblivion



Gostava de poder escrever algo decente, mas quando transmito os meus pensamentos, ideias ou emoções para a escrita, tudo parece sair ao contrário como uma volta de 360 graus que roda e roda e roda transformando todas as minhas opiniões sólidas em assuntos discutíveis do qual eu sairia a perder. Tal como Agustus Waters tenho medo do esquecimento afinal, quem não tem? A única diferença é não o temer pela fama, mas sim pela amizade. Receio ser esquecida pelos poucos amigos que tenho. Na verdade, as pessoas sempre afirmaram "C. é impossível estar contigo, tens sempre pessoas novas à tua volta" e todas as vezes em que argumentei, perdi. Comecei a perceber que as pessoas à minha volta são meros colegas cujos amigos porque ambas as palavras tem significados diferentes, não existem. É difícil encontrar alguém com quem nos identifiquemos. É difícil também valorizar tanto uma amizade, é preciso que alguém consiga roubar a nossa atenção, é preciso muito tempo para acreditar a cem por cento em alguém. Por estas mesmas razões e outras tantas que neste momento, não consigo lembrar, tenho medo da palavra "esquecimento". Acho que um dos meus maiores medos, é não ser suficiente para as poucas pessoas que restam na minha vida e quando isso acontece é porque a nossa personalidade não chega, certo? Por mais que sejamos persistentes para não ser esquecido, caso isso aconteça só temos de saber aceitar. É como a Hazel Grace afirma e eu concordo: "um dia todos seremos esquecidos (...) sugiro que te conformes". A realidade é essa. É inevitável o esquecimento e eu odeio isso.