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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Estou cansada desta gente, deste mundo que todos os dias faz questão de me fazerem sentir péssima pessoa...



Desde este Domingo que a minha cabeça voltou a viajar para um outro mundo - mais um. Tive jogo e a derrota foi demasiado pesada para mim e isso afetou-me um bom bocado psicologicamente. 7-0 foi o resultado contra miúdas de 13/14/15 anos - penso -, mas também via-se pela altura e imaturidade que a cara delas apresentava. O que quero dizer é que ontem fui ao ginásio e fiquei uma hora inteira a falar com o personal trainer sobre tudo isto. Coitado, ele sabe que jogo e para além do mais, num clube como aquele, mas não sabia que me sentia tão frustrada. Admiti a ele "que sou mulher o suficiente para saber que errei e que comecei a caminhar dentro do campo a partir do 5 golo. Para mim estava a ser muito humilhante e se tivesse um buraco juro-te que me enfiava lá dentro!" ao que ele riu. "A sério, chateia-me que elas não percebam que todos os jogos temos de andar atrás da bola em vez de sermos nós a fazer com que as outras corram atrás de nós". Disse-lhe ainda que "imagina se eu me gaba-se a elas que há dois jogos consecutivos que os treinadores de cada equipa me vêm dar os parabéns pela jogadora que sou". Contudo, ele disse uma coisa no fim ao qual lhe dou razão e ainda hoje estive a refletir sobre isso porque estou farta - e agora é a nível geral - que gozem comigo e façam o que quiserem da minha pessoa. "Tens de manter a tua humildade. Esquece o que a bancada diz, o que pensam de ti. Marca golos e não festejes. Prova-lhes que consegues".

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ter 18 anos não é bem o que pensava ;p



Não me imagino a viver em Portugal. Sou uma rapariga com demasiados sonhos embora poucas tenham sido as conquistas. Tenho 18 anos e não faço nada da vida se não ficar em casa, ir correr ou ir 3 vezes por semana à escola só para ter matemática A. Já tentei arranjar trabalhar, no entanto, sem sucesso. Ontem numa conversa com a minha mãe disse-lhe que a vida é injusta. Olho ao meu redor e vejo uma sorte tremenda nas pessoas que muitas delas não merecem - também quem sou eu para dizer isso, néh? Eu, por exemplo, aqui há dias ocultei uma verdade sobre ter ido procurar trabalho a uma amiga (quando na verdade não fui) e que aconteceu? Minutos depois, estava eu muito calma a amarrar a mota na garagem quando ela me cai das mãos e estraga as mudanças. Horas antes de isto acontecer tinha eu ido ao mecânico arranjar as mudanças e o volante devido a um acidente que tive. É por estas e por outras que me sinto "traída" por aquilo que se chama de destino. Para não falar que ontem eu e a minha mãe acabámos por falar mais alto uma com a outra. Para ela não entrei na faculdade "porque não quiseste, estavas obcecada com o futebol, na 2ª fase já nem estudaste para quem queria tanto entrar, não vi uma pessoa esforçada, nada". Eu acho que nem os nossos próprios pais sabem o que vai dentro de nós. Estava agorinha mesmo a ver um programa que acompanho diariamente e até chorei. A verdade é que posso ter imensos "sonhos", tentar planear um futuro inteiro para a minha pessoa, mas eu sei que isso só vai acontecer no dia em que me sentir completa. Sempre fui apologista de que "as coisas vem com o tempo", "o tempo cura tudo", mas não. Somos nós...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Devíamos de ter robôs conselheiros dado serem mais lógicos/racionais que nós



A minha vida parece uma montanha russa cujo presente tem mais baixos que altos. Portanto, estou parada um ano a fazer só matemática A, a ser explicadora da minha irmã e a tentar decidir-me quanto ao meu futuro. Aqui à cerca de 2/3 semanas descobri que através de direito posso seguir PJ. Fiquei radiante porque sempre me vi como uma futura inspetora/detetive. Sempre foi algo que me imaginei a fazer dado o fascínio que eu tinha por aquilo. Não é que eu goste de ver mortos todos...vocês sabem através das séries e a realidade é ainda mais dura, mas eu acho que abria excepção a esse pequeno pormenor e trabalhava no meu bom senso para ultrapassar essa parte, mas o que aqui está em causa é eu ter de repetir exame de PT para melhorar a nota, fazer exame de filosofia e ainda fazer exame de matemática. Por muito que eu queira acho que vou ter voltar a pôr o curso de direito de lado - voltar porque ando sempre indecisa se faço os exames ou não.
Assim, terei de escolher um outro curso. A academia militar é a solução perfeita para quem quer seguir a área policial, mas para entrar na academia também é preciso muita sorte. Eu uma vez andei a ver as colocações e por coisas mínimas, muitas pessoas não entravam então imaginem eu que nem uma flexão sei fazer. Se soubesse de uma outra forma para entrar na polícia talvez ariscasse, mas não conheço. Agora tenho de me concentrar em matemática e garantir que tiro uma boa, mas mesmo boa nota no exame porque vai ser este exame a garantir a minha entrada em qualquer curso e numa universidade qualquer já que não me vejo com outra hipótese. Só queria algo prático...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Quando se cria um blog, a reflexão é uma base certa (:



Os meus pais sempre afirmaram "tu não és deste mundo" e na verdade, nunca liguei. Desde pequena que a independência se tornou numa necessidade prioritária ao meu bem-estar. Sempre fui muito rebelde, ou seja, quando tocava para a hora do recreio eu saia pela janela e quando tocava para entrar, eu repetia o mesmo. Havia dias em que subia às árvores e as contínuas nem com um escadote me tiravam de lá, no entanto, podia ser cheia de energia e alegria por dentro, mas os meus pais sempre disseram "tu não davas um único sorriso ou abraço, tu não eras de afetos". Hoje eles "repreendem-me" pelo mesmo. Ontem, peguei no carro e a muito sacrifício fui à catequese apenas por querer fazer o crisma. No meio de tudo, foi preparado um vídeo para mostrar aos do meu ano a união. Enquanto via as fotos deles só pensava:

"Realmente C., o ano passado estiveste com este grupo e mesmo assim não estás em nenhuma foto. É impressionante como te fechaste para o mundo, como tentas despertar uma emoção/sentimento em ti e mal consegues. É como se fosses à prova de bala. Para ti a vida é sossego, paz, calma, sem chatices...mas no fundo sabes que não era isto que pretendias para a tua vida...tens medo. Começas-te por fingir que nada te atingia, que não sentias até que deixaste mesmo de sentir. Como é possível? Tu teres consciência das coisas e mesmo assim continuas a fugir à realidade?!"

Em 5 minutos de vídeo deu para pensar muito mais. Depois decidi não ir à missa, entrei para o carro e no caminho até casa surgiu uma música que me fez voltar a refletir:

"Que é preciso para esse coração despertar?"


domingo, 5 de outubro de 2014

Pequenos Segredos 2 | Possa ser que um dia consiga



Quero ser bem-sucedida profissionalmente. Quero não só ter uma profissão que me dê estabilidade como alegria por a ter tirado e fazer dela o meu dia-a-dia. Quero ser alguém na vida - e não estou a falar de ser famosa -, quero provar a muita gente que se enganam a meu respeito. E se um dia pudesse, gostava de ir viver para o estrangeiro e ficar por lá.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

revoltei-me neste post por provavelmente, estar farta de determinadas atitudes.



Acho que uma das grandes razões para, principalmente, os meus pais verem em mim uma mau exemplo é porque não demonstro preocupação por nada. A verdade é que não costumo ser muito transparente. Tudo o que sinto, só o meu interior o sabe enquanto o meu exterior demonstra completamente o oposto. Como em dias de bola onde passei a maior parte do dia mega deprimida e chega a esse momento onde salto, rio, canto (se for preciso para a ocasião), jogo futebol contente e estes sentimentos/emoções apenas desaparecem se eu achar que algo está mal. Contudo, ultimamente deu-me na cabeça andar a dar a minha opinião sobre as coisas, principalmente na bola, mas sabem o que existe de mal nisto? É que não sou completamente sincera. Digo sempre que sim a tudo, concordo sempre e assino por baixo do que as outras todas dizem. Sinto-me insignificante na minha opinião porque a equipa pode parecer unida, mas aqui entre nós, podem ser muitas amigas fora do campo, mas dentro de campo parece uma batalha pelos lugares. O facto de a minha personalidade não condizer com as delas e ter 18 anos, ser mais velha que algumas, ter mais maturidade está a fazer cada vez mais com que perca facilmente a cabeça e depois a minha boca abre-se para a capitã que tem a mesma idade que eu. Não é que confie a 100% nela porque da minha vida só sabe que ando à procura de trabalho e que os meus pais tão chateados porque fiquei no 12º onde ela afirma "tu é que foste burra, escolheste assim em vez de estudares" e quando ela o diz eu só olho para ela e um monte de pensamentos invadem a minha cabeça. Tudo isto para dizer que sempre guardei imenso para mim o que sentia, pensava, via, vivia, por aí fora e isso está a agravar a minha personalidade no sentido de que opino quando penso que algo está errado e aos olhos das outras pessoas eu não ter razão. Sinto-me mal por isso, porque sei que não sou assim, que não gosto de opinar. A opinião sobre algo está melhor enterrada no nosso pensamento e os outros que se amanhem na confusão deles ou que discutam as várias opiniões sobre as diversas situações. Se não souberem o que pensamos não tem argumentos contra nós e assim, não temos chatices nem problemas com ninguém. Agora sinto, mais no caso de futebol já que me virei para este lado sobre o assunto, que as pessoas olham para mim, falam e esperam a minha opinião. Eu dou e aliás, muitas das vezes sou eu quem procura a capitã por ser a única pessoa sensata na equipa enquanto que o resto tá sempre a falar e a opinar. Sabem que mais? Miúdas novas e de 14 anos, eu tenho imensa paciência e por essa mesma razão ainda não explodi e certamente, nunca o farei porque desde há um ano para cá que opino com mais frequência do que devia, mas ainda não perdi o meu controlo face às situações, por isso, não pensem que sabem mais que eu e ouçam os meus conselhos, só quero o vosso melhor se não quisesse, não perdia horas ou minutos de treino depositados em vocês só para vos ajudar a evoluir. A única coisa que pretendo com esta última coisa que afirmei é que, tem lá duas miúdas novas que pensam que mandam naquilo e o resultado reflectiu-se no treino de ontem. No entanto, a miúda de 12 anos (a mais recente aquisição) esforçou-se até não poder mais e no fim fui rapazriga para chegar ao pé dela e dizer "bom esforço!" ao que ela retribui com um sorriso e "obrigada.". O mister passou-se literalmente. Ai eu opinei com razão e venha quem vier disse à nossa adjunta que é como se fosse treinadora "eu sei que ela não tem resistência" e ela "não se trata de resistência C." e eu "pronto, mas não se esforça. Ao mínimo obstáculo desiste logo. Corremos 5 minutos e não, decide que pode caminhá-los" e ela "é a falta de sacrífico e está sempre desatenta" e eu "tipo, eu sei que enquanto aquecemos, falamos, ri-mos e brincamos, mas nos exercícios não podemos estar com isso porque este mister não é para brincadeiras, mas elas ainda não perceberam isto". Em suma, dou a minha opinião, mas nunca é de todo sincera porque se digo o que realmente penso, havia festa - e não estou a ser irónica, acreditem, mas como penso imenso costumo ter certezas daquilo que digo, mas ao mesmo tempo não quero confusões daí não dizer tudo, tudo o que penso, digo apenas parte, por isso, dizer que não sou sincera de todo porque falta sempre uma outra parte mais séria sobre o que penso. Assim, defendo que a nossa opinião só deve pertencer a nós e eu tenho de voltar a fazer isso aliás, eu tenho paciência, por isso, o que elas pensam quando discutem quero lá bem saber, eu me afasto. Até mesmo quando falam que faço algo de mal fico chateada por dentro, no entanto, ninguém mo vê a demonstrar pois não? Não começo a discutir e a dizer que não concordo como todas fazem nos treinos. Eu apenas digo "aceito, são criticas construtivas" e mesmo que não aceitasse, paciência. Não estou cá para escândalos e criancices dentro da equipa. O pessoal tem de crescer e ganhar maturidade (e não falo só das miúdas novas, também das que tem a minha idade ou estão na casa dos 17). Enfim, tenho de voltar a ser uma pessoa fechada. Eu sei que também pareço muito criança devido às brincadeiras que faço e muitas delas me chamam "croma" ou algo parecido, mas sei lá, eu faço as coisas e tento não atrapalhar ninguém, eu não procuro um lugar dentro do campo, eu disponibilizo-me a ajudar quem precisa, eu dou o melhor de mim única e exclusivamente pelos os outros, eu deixo de me sentir feliz para fazer os outros felizes (em vários aspetos), eu sou sempre a miúda que como não expressa a sua opinião toda é gozada por só expressar metade, se atrapalhar nessa metade e as coisas ficam mal ditas e depois fico remorçada por dentro por não ficar com a boca calada. Tenho de aprender a defender-me e ganhar um pouco de amor próprio porque sem dúvida, isso afeta imenso a minha vida.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Que monotonia



À Segunda tenho aula de matemática logo cedinho. Assim que acaba, às 10 horas, vou direta para o ginásio e entre o meio dia, meio dia e meia já estou em casa onde passo o resto do dia até chegar a hora do treino (20:30h). À terça a dose repete-se, mas sem aula de matemática. Quarta já vou ao ginásio a correr, às 9h porque depois tenho aulas às 10:10h da manhã até ao 12h. Prefiro assim porque entretanto tenho de ir buscar a minha irmã à escola (faço-o todos os dias) e não saio mais, pelo menos, até a minha mãe chegar. Neste dia só saio outra vez de casa para ir treinar às 19h. Quinta, o mesmo cenário repete-se mas se aula de matemática. Sexta é igual à Quarta embora o treino já seja às 21:30h. Sábado não faço nada. Domingo também não faço nada.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Acreditem, quando não gosto, não há volta a dar.




Quanto gosto, gosto. Para mim nunca houve - que eu me lembre - gostar mais ou menos de uma pessoa. Tenho plena consciência de quando gosto ou não, isto é,  dos meus sentimentos.  Consigo amar tão intensamente alguém quer em termos de amizade onde nutro um carinho muito especial por essa pessoa, quer em termos de amor coisa que nunca me aconteceu até agora. Contudo, já tive uma relação que tinha tudo para dar certo, mas infelizmente o tempo quis certeficar-se muito rapidamente que eu tinha razão em relação aos meus sentimentos e que às vezes não basta dar uma oportunidade à outra pessoa, é necessário sentir mais, mais, muito mais que um vago sentimento que tenta despertar em nós.  Tudo isto para dizer que graças a este rapaz cuja relação me fez sofrer imenso, aprendi a lição a duplicar, ou seja, se sei quando gosto realmente ou nao porquê apressar as coisas? Eu sou muito assim, ou gosto ou não gosto embora ele tenha sido o erro, a excepção desta minha pequena parte de personalidade que espero que não se volte a repetir.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quando estou noutro mundo nada corre bem, é impressionante.



Parece que para todo o lado que me viro só faço asneiras. O facto de tentar agradar os meus pais todos os dias não resulta onde depois, fico com a consciência sei lá, pesada será a palavra correta?! A minha mãe diz que faço tudo ao contrário. Sejamos sinceros, estão revoltados com a minha atitude para com a vida e por ter reprovado a matemática A. Contudo, ontem fui cedinho ao ginásio aliviar os meus pensamentos e sabem que me acontece? Por acaso pus o pé na parede para atar os atacadores e não é que parte a parede? Fiz um quadrado na parede. Não podia acontecer pior, a sério, até no ginásio já nem me sinto bem. Depois não disse nada a ninguém porque telefonei de imediato ao meu pai que se riu e disse "cala-te moça e não digas nada a ninguém", mas isso ia contra todos os meus princípios e já tenho 18 anos para saber lidar com os meus "erros". Então no fim do treino com a consciência pesadíssima fui a medo dizer àquela que eu penso ser a dona do ginásio. A senhora até foi bastante simpática e pronto. Nunca tal me tinha acontecido...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Tatuagem | Pensem que posso ser eu




Há já alguns dias que ando com a ideia de fazer esta tatuagem. A minha vida anda sem rumo, as coisas não correm bem e até mesmo no futebol, sítio onde estou sempre contente, tal já não acontece. A minha felicidade é uma coisa raríssima agora. Então que tem a tatuagem a ver com isto? Bem, fiz uma espécie de promessa a mim mesma porque achei que era a única forma de começar a dar um rumo à minha vida, de me consciencializar do que se está a passar à minha volta, no meu "mundito" (não sei explicar de outra forma). Contudo, só a vou fazer quando vir que as coisas se estão a encaminhar - quando isso acontecer, eu irei dizer aqui. Pretendo que seja igual ou parecida à da imagem e no meu pulso esquerdo. A âncora tem um significado mais antigo/histórico, ou seja:

 "Nos contos marítimos, a âncora tatuada mostrava que um marinheiro havia navegado pelo Oceano Atlântico e voltou para casa em segurança. Esta tatuagem também serve como um símbolo de passagem, entre o marinheiro novato e o experiente."

Mas embora esta tatuagem seja mais designada a isso, a marinheiros, também contém um significado mais atual como o seguinte:

"Em geral, o significado das tatuagensde âncora também pode ser interpretado como segurança no mundo físico e por consequência, firmeza, esperança e confiança no mundo espiritual.
Algumas pessoas ainda tatuam âncoras para representar suas dificuldades em mudar, em tomar decisões. Usam a âncora como representação de algo firme, seguro e imutável, mas também pode representar alguém agradecendo por sua atual estabilidade, fidelidade, sendo validos para relacionamentos, empenho profissional, entre outros.".

Já tinha uma ideia que podia representar o segundo significado que apresentei acima, mas só quando fui confirmar pensei "é isto mesmo que vou fazer se não desistir".

segunda-feira, 15 de setembro de 2014



Hey! Sei que me ausentei durante uns dias, mas vou ser muito sincera, a vontade de ligar o computador não é nenhuma. Tenho a tablet, no entanto, o blog e a ela não se dão lá muito bem.
Quanto ao regresso às aulas, espero que vos tenha corrido bem e que o entusiasmo seja imenso...não é lá muito pois, não?
E bem, a minha vida parece uma montanha russa embora com muitos baixos. Hoje depois de me deslocar duas vezes à escola onde vou repetir matemática A de 12º ano, que fiquei a saber que a inscrição que tinha feito para melhoria de físico química de 11º ano, foi anulado. Fiquei tão furiosa, mas tão furiosa, que na ausência de pessoas/funcionários/professores dei um pontapé bem forte no sofá da secretaria ao sair da mesma. Não foi uma atitude propriamente, bonita da minha parte - algo que nunca faço -, mas odeio esta escola. Já o ano passado, quando a frequentei pela primeira vez sentia o mesmo e nas férias disseram que eu podia fazer a melhoria e agora já não posso, a sério, depois de eu ter comprado tudo. Todavia, tive sorte de não comprar os livros se não, ai é que eles estavam feitos comigo.
Depois, existe outra coisa que me anda a moer o juízo. Mandei uma mensagem a todos os meus amigos que eu considero verdadeiros e desejei-lhes muita boa sorte para esta nova etapa do ano lectivo - nunca o fiz. Contudo senti necessidade de o fazer porque quando a amizade é verdadeira, as coisas não precisam de ser explicadas, faz-se e sente-se e pronto -, inclusive, mandei à R., a minha melhor amiga, que já vai para o segundo ano de faculdade ao qual ela respondeu:

"Não vou para nenhuma nova etapa, mas obrigada na mesma"

Confesso que fiquei chateada com a resposta porque no fundo, falava de um modo geral aliás, mandei também para duas pessoas que não entraram para a faculdade e explicitei lá na mensagem "bom ano lectivo". Foi uma resposta seca e confesso, estou tão, mas tão triste que vocês nem conseguem perceber a minha dor de involuntariamente estar a afastar-me dela a cada dia que passa...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Relógios, relógios...em vez de encaminharem a minha vida só ma atrasam!



Tenho o relógio de pulso, tenho o do telemóvel, tenho o da cozinha, tenho o da mota, tenho o do computador, tenho o da tablet e todos eles, mas todos, ditam horas diferentes, portanto, nunca sei às quantas ando. Já tentei acertá-los, mas mesmo assim, ainda chego atrasada aos compromissos...relógios, relógios! Também vos acontece o mesmo?

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A minha honestidade e sinceridade elevam sempre as minhas espetactivas :p



Desde que saiu o exame da 2° fase a matemática A, tudo perdeu o seu sentido. Se antes já não atribuia sentido à vida vivendo um dia de cada vez sem espetativas nenhumas embora com alguns "sonhos" que acabavam por perder todo o interesse no minuto a seguir devido à verdadeira realidade...perdi-me completamente. Ao longo do secundário considerei a faculdade como a minha salvação,  isto é, uma maneira de mostrar a mim daquilo que era capaz, mas também essa "ideia" perdeu o seu valor porque não me superei durante o secundário. Todos os objetivos, traços pequenos, coisas mínimas,  mas importantes que deliniei para satisfação do meu ser e também para orgulhar os meus pais que tanto se esforçam para me dar o melhor, nunca foram alcançados.
Estamos a semanas de voltar à rotina escolar - vou ver navios durante um ano, mas pronto. Os meus pais perderam todo o orgulho, o interesse, o sentido e a razão pela qual vale mesmo a pena lutar por mim. Não os censuro, nunca os orgulhei porque nunca me importei realmente. Com realmente quero dizer 200 ou 300 %. Sempre duvidei de tudo em mim. Nas capacidades, na personalidade, na confiança a depositar em alguem, sempre me achei inferior. A minha mãe tem razão "não faço nada por prazer". Eu tenho resposta a isso "nada faz sentido e eu não sei e embora desconfie que saiba, continua a não fazer".
Os meus pais disseram que é bom eu arranjar emprego e resolver a minha vida porque não pretendem sustentar-me por muito mais tempo os meus vícios que são o futebol e de momento (o ginásio) e ah! A gasolina para a mota. E eu não tenho medo nenhum em trabalhar aliás,  quero tanto isso para poder ajudá-los e a nível financeiro, da minha parte, estar satisfeita porque não tenho de estar sempre a pedir-lhes nada e tenho o meu dinheirinho na conta bancária. Junto e compro um carro. Não tem de ser eles a pagar como fizeram com a mota.
Eu quero mesmo um emprego, num supermercado ou assim, tanto faz. Não gosto de desiludir ninguém e, por isso, tenho a certeza de que aprenderia rápido. Quando se trata de satisfazer pessoas, clientes, etc, eu aprendo rápido para não ser a causa de desastre nenhum. Contudo, tenho imenso medo do primeiro passo. Tenho medo de enfrentar o mundo, sempre tive daí ainda não procurar nada porque tenho medo de chegar ao supermercado e dizer: "será que é possível dar-me uma ficha de inscrição para preencher uma vez que ando à procura de trabalho, por favor?". Tenho medo do que vão pensar de mim. Tenho medo das pessoas e esse é o meu problema. Tou tão feita se não arranjo trabalho este mês,  já,  já!