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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Estou cansada desta gente, deste mundo que todos os dias faz questão de me fazerem sentir péssima pessoa...



Desde este Domingo que a minha cabeça voltou a viajar para um outro mundo - mais um. Tive jogo e a derrota foi demasiado pesada para mim e isso afetou-me um bom bocado psicologicamente. 7-0 foi o resultado contra miúdas de 13/14/15 anos - penso -, mas também via-se pela altura e imaturidade que a cara delas apresentava. O que quero dizer é que ontem fui ao ginásio e fiquei uma hora inteira a falar com o personal trainer sobre tudo isto. Coitado, ele sabe que jogo e para além do mais, num clube como aquele, mas não sabia que me sentia tão frustrada. Admiti a ele "que sou mulher o suficiente para saber que errei e que comecei a caminhar dentro do campo a partir do 5 golo. Para mim estava a ser muito humilhante e se tivesse um buraco juro-te que me enfiava lá dentro!" ao que ele riu. "A sério, chateia-me que elas não percebam que todos os jogos temos de andar atrás da bola em vez de sermos nós a fazer com que as outras corram atrás de nós". Disse-lhe ainda que "imagina se eu me gaba-se a elas que há dois jogos consecutivos que os treinadores de cada equipa me vêm dar os parabéns pela jogadora que sou". Contudo, ele disse uma coisa no fim ao qual lhe dou razão e ainda hoje estive a refletir sobre isso porque estou farta - e agora é a nível geral - que gozem comigo e façam o que quiserem da minha pessoa. "Tens de manter a tua humildade. Esquece o que a bancada diz, o que pensam de ti. Marca golos e não festejes. Prova-lhes que consegues".

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

revoltei-me neste post por provavelmente, estar farta de determinadas atitudes.



Acho que uma das grandes razões para, principalmente, os meus pais verem em mim uma mau exemplo é porque não demonstro preocupação por nada. A verdade é que não costumo ser muito transparente. Tudo o que sinto, só o meu interior o sabe enquanto o meu exterior demonstra completamente o oposto. Como em dias de bola onde passei a maior parte do dia mega deprimida e chega a esse momento onde salto, rio, canto (se for preciso para a ocasião), jogo futebol contente e estes sentimentos/emoções apenas desaparecem se eu achar que algo está mal. Contudo, ultimamente deu-me na cabeça andar a dar a minha opinião sobre as coisas, principalmente na bola, mas sabem o que existe de mal nisto? É que não sou completamente sincera. Digo sempre que sim a tudo, concordo sempre e assino por baixo do que as outras todas dizem. Sinto-me insignificante na minha opinião porque a equipa pode parecer unida, mas aqui entre nós, podem ser muitas amigas fora do campo, mas dentro de campo parece uma batalha pelos lugares. O facto de a minha personalidade não condizer com as delas e ter 18 anos, ser mais velha que algumas, ter mais maturidade está a fazer cada vez mais com que perca facilmente a cabeça e depois a minha boca abre-se para a capitã que tem a mesma idade que eu. Não é que confie a 100% nela porque da minha vida só sabe que ando à procura de trabalho e que os meus pais tão chateados porque fiquei no 12º onde ela afirma "tu é que foste burra, escolheste assim em vez de estudares" e quando ela o diz eu só olho para ela e um monte de pensamentos invadem a minha cabeça. Tudo isto para dizer que sempre guardei imenso para mim o que sentia, pensava, via, vivia, por aí fora e isso está a agravar a minha personalidade no sentido de que opino quando penso que algo está errado e aos olhos das outras pessoas eu não ter razão. Sinto-me mal por isso, porque sei que não sou assim, que não gosto de opinar. A opinião sobre algo está melhor enterrada no nosso pensamento e os outros que se amanhem na confusão deles ou que discutam as várias opiniões sobre as diversas situações. Se não souberem o que pensamos não tem argumentos contra nós e assim, não temos chatices nem problemas com ninguém. Agora sinto, mais no caso de futebol já que me virei para este lado sobre o assunto, que as pessoas olham para mim, falam e esperam a minha opinião. Eu dou e aliás, muitas das vezes sou eu quem procura a capitã por ser a única pessoa sensata na equipa enquanto que o resto tá sempre a falar e a opinar. Sabem que mais? Miúdas novas e de 14 anos, eu tenho imensa paciência e por essa mesma razão ainda não explodi e certamente, nunca o farei porque desde há um ano para cá que opino com mais frequência do que devia, mas ainda não perdi o meu controlo face às situações, por isso, não pensem que sabem mais que eu e ouçam os meus conselhos, só quero o vosso melhor se não quisesse, não perdia horas ou minutos de treino depositados em vocês só para vos ajudar a evoluir. A única coisa que pretendo com esta última coisa que afirmei é que, tem lá duas miúdas novas que pensam que mandam naquilo e o resultado reflectiu-se no treino de ontem. No entanto, a miúda de 12 anos (a mais recente aquisição) esforçou-se até não poder mais e no fim fui rapazriga para chegar ao pé dela e dizer "bom esforço!" ao que ela retribui com um sorriso e "obrigada.". O mister passou-se literalmente. Ai eu opinei com razão e venha quem vier disse à nossa adjunta que é como se fosse treinadora "eu sei que ela não tem resistência" e ela "não se trata de resistência C." e eu "pronto, mas não se esforça. Ao mínimo obstáculo desiste logo. Corremos 5 minutos e não, decide que pode caminhá-los" e ela "é a falta de sacrífico e está sempre desatenta" e eu "tipo, eu sei que enquanto aquecemos, falamos, ri-mos e brincamos, mas nos exercícios não podemos estar com isso porque este mister não é para brincadeiras, mas elas ainda não perceberam isto". Em suma, dou a minha opinião, mas nunca é de todo sincera porque se digo o que realmente penso, havia festa - e não estou a ser irónica, acreditem, mas como penso imenso costumo ter certezas daquilo que digo, mas ao mesmo tempo não quero confusões daí não dizer tudo, tudo o que penso, digo apenas parte, por isso, dizer que não sou sincera de todo porque falta sempre uma outra parte mais séria sobre o que penso. Assim, defendo que a nossa opinião só deve pertencer a nós e eu tenho de voltar a fazer isso aliás, eu tenho paciência, por isso, o que elas pensam quando discutem quero lá bem saber, eu me afasto. Até mesmo quando falam que faço algo de mal fico chateada por dentro, no entanto, ninguém mo vê a demonstrar pois não? Não começo a discutir e a dizer que não concordo como todas fazem nos treinos. Eu apenas digo "aceito, são criticas construtivas" e mesmo que não aceitasse, paciência. Não estou cá para escândalos e criancices dentro da equipa. O pessoal tem de crescer e ganhar maturidade (e não falo só das miúdas novas, também das que tem a minha idade ou estão na casa dos 17). Enfim, tenho de voltar a ser uma pessoa fechada. Eu sei que também pareço muito criança devido às brincadeiras que faço e muitas delas me chamam "croma" ou algo parecido, mas sei lá, eu faço as coisas e tento não atrapalhar ninguém, eu não procuro um lugar dentro do campo, eu disponibilizo-me a ajudar quem precisa, eu dou o melhor de mim única e exclusivamente pelos os outros, eu deixo de me sentir feliz para fazer os outros felizes (em vários aspetos), eu sou sempre a miúda que como não expressa a sua opinião toda é gozada por só expressar metade, se atrapalhar nessa metade e as coisas ficam mal ditas e depois fico remorçada por dentro por não ficar com a boca calada. Tenho de aprender a defender-me e ganhar um pouco de amor próprio porque sem dúvida, isso afeta imenso a minha vida.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quando estou noutro mundo nada corre bem, é impressionante.



Parece que para todo o lado que me viro só faço asneiras. O facto de tentar agradar os meus pais todos os dias não resulta onde depois, fico com a consciência sei lá, pesada será a palavra correta?! A minha mãe diz que faço tudo ao contrário. Sejamos sinceros, estão revoltados com a minha atitude para com a vida e por ter reprovado a matemática A. Contudo, ontem fui cedinho ao ginásio aliviar os meus pensamentos e sabem que me acontece? Por acaso pus o pé na parede para atar os atacadores e não é que parte a parede? Fiz um quadrado na parede. Não podia acontecer pior, a sério, até no ginásio já nem me sinto bem. Depois não disse nada a ninguém porque telefonei de imediato ao meu pai que se riu e disse "cala-te moça e não digas nada a ninguém", mas isso ia contra todos os meus princípios e já tenho 18 anos para saber lidar com os meus "erros". Então no fim do treino com a consciência pesadíssima fui a medo dizer àquela que eu penso ser a dona do ginásio. A senhora até foi bastante simpática e pronto. Nunca tal me tinha acontecido...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Relógios, relógios...em vez de encaminharem a minha vida só ma atrasam!



Tenho o relógio de pulso, tenho o do telemóvel, tenho o da cozinha, tenho o da mota, tenho o do computador, tenho o da tablet e todos eles, mas todos, ditam horas diferentes, portanto, nunca sei às quantas ando. Já tentei acertá-los, mas mesmo assim, ainda chego atrasada aos compromissos...relógios, relógios! Também vos acontece o mesmo?

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A minha honestidade e sinceridade elevam sempre as minhas espetactivas :p



Desde que saiu o exame da 2° fase a matemática A, tudo perdeu o seu sentido. Se antes já não atribuia sentido à vida vivendo um dia de cada vez sem espetativas nenhumas embora com alguns "sonhos" que acabavam por perder todo o interesse no minuto a seguir devido à verdadeira realidade...perdi-me completamente. Ao longo do secundário considerei a faculdade como a minha salvação,  isto é, uma maneira de mostrar a mim daquilo que era capaz, mas também essa "ideia" perdeu o seu valor porque não me superei durante o secundário. Todos os objetivos, traços pequenos, coisas mínimas,  mas importantes que deliniei para satisfação do meu ser e também para orgulhar os meus pais que tanto se esforçam para me dar o melhor, nunca foram alcançados.
Estamos a semanas de voltar à rotina escolar - vou ver navios durante um ano, mas pronto. Os meus pais perderam todo o orgulho, o interesse, o sentido e a razão pela qual vale mesmo a pena lutar por mim. Não os censuro, nunca os orgulhei porque nunca me importei realmente. Com realmente quero dizer 200 ou 300 %. Sempre duvidei de tudo em mim. Nas capacidades, na personalidade, na confiança a depositar em alguem, sempre me achei inferior. A minha mãe tem razão "não faço nada por prazer". Eu tenho resposta a isso "nada faz sentido e eu não sei e embora desconfie que saiba, continua a não fazer".
Os meus pais disseram que é bom eu arranjar emprego e resolver a minha vida porque não pretendem sustentar-me por muito mais tempo os meus vícios que são o futebol e de momento (o ginásio) e ah! A gasolina para a mota. E eu não tenho medo nenhum em trabalhar aliás,  quero tanto isso para poder ajudá-los e a nível financeiro, da minha parte, estar satisfeita porque não tenho de estar sempre a pedir-lhes nada e tenho o meu dinheirinho na conta bancária. Junto e compro um carro. Não tem de ser eles a pagar como fizeram com a mota.
Eu quero mesmo um emprego, num supermercado ou assim, tanto faz. Não gosto de desiludir ninguém e, por isso, tenho a certeza de que aprenderia rápido. Quando se trata de satisfazer pessoas, clientes, etc, eu aprendo rápido para não ser a causa de desastre nenhum. Contudo, tenho imenso medo do primeiro passo. Tenho medo de enfrentar o mundo, sempre tive daí ainda não procurar nada porque tenho medo de chegar ao supermercado e dizer: "será que é possível dar-me uma ficha de inscrição para preencher uma vez que ando à procura de trabalho, por favor?". Tenho medo do que vão pensar de mim. Tenho medo das pessoas e esse é o meu problema. Tou tão feita se não arranjo trabalho este mês,  já,  já!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O povo e a segurança social nunca combinaram



Aqui está uma exelente imagem daquilo que eu presenciei ontem. Portanto, há dois dias que ando enfiada na segurança social a tratar de assuntos onde ontem foi o dia mais cómico. Primeiro, apareciam mulheres que faziam daquilo uma peixaria autêntica - e eu confesso aqui que adorei porque já estava há umas belas duas horas cheia de tédio. Depois apareceu um homem que era reformado, mas muito bem conservado e que tinha uma consulta consulta às três, ou seja, viu pessoas prioritárias a chegar cada vez mais que decidiu usufruir da sua prioridade quando só lhe faltavam mais dois números para ser atendido e tudo isto porque tinha uma consulta. Passei-me literalmente embora o melhor foi mesmo as mulheres e um homem que se revoltaram e foi um escândalo. Entretanto, tinha lá duas mulheres que não sabiam ler as suas senhas,  mas já conseguiam ler os avisos nas portas. Parti-me a rir interiormente porque não era nada do que lá dizia, no entanto, elas faziam daquilo uma festa: "vês, vês, aqui diz que tens de esperar" e eu pensei: "óbvio, esse é o objetivo das senhas". Resumindo, estava um casal jovem lá dentro mais eu (pessoas normais) a vivenciar tudo aquilo. Ele não largou a mão dela uma única vez, ele segurou em tudo o que era dela, ele acarinhava-a, ele estava pacífico e fazia ela ficar calma, ele amava-a e isso percebia-se bem. No fim, reparei que ambos tinham uma mini tatuagem igual na mesma mão. Foi lindo embora tenha ficado em frente a eles e roi-me de inveja por ela. Quem é que não queria um rapaz assim?